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3 áreas do design que ainda têm muito para crescer – e como você pode se preparar para isso

Você consegue nomear todas as áreas do design? Mesmo que já seja um designer experiente, pode ser que tenha alguma dificuldade com essa tarefa, já que são muitas vertentes – o que, inclusive, comprova como o design pode abrir muitas portas aos seus profissionais.

De acordo com a IBISWorld, o mercado global de design gráfico deve movimentar um faturamento de US$ 45,8 bilhões em 2021, o que equivale a US$ 125,48 milhões por dia, US$ 5,23 milhões por hora, US$ 87,14 mil por minuto e US$ 1,45 mil por segundo.

As cifras chamam muita atenção e mostram o poder do design, não apenas para que nosso mundo seja mais funcional e esteticamente agradável, mas também para as finanças dos profissionais e empresas da área.

Além de valores tão altos, a IBISWorld ainda estima que o crescimento global do mercado de design gráfico deve ser de 2,2% em 2021. O percentual ainda é um pouco menor que o crescimento médio dos últimos 5 anos (2,8%), mas também cabe ressaltar que a área cresceu, em geral, mais que outras áreas da economia.

Dentro desse faturamento e crescimento tão acentuados, podemos encontrar várias áreas do design, o que é ótimo para que cada designer possa escolher aquela que mais lhe agrada e, assim, proporcionar a ele uma carreira agradável e muito prazerosa.

Se você quer algumas sugestões entre as áreas de design que já estão em alta, mas devem crescer ainda mais com o passar do tempo, então acabou de vir ao lugar certo! Nos acompanhe na leitura para conhecer onde devem estar algumas das melhores oportunidades no design a curto, médio e longo prazo.

Quais áreas do design devem crescer mais nos próximos anos?

É um pouco difícil cravar com exatidão quais áreas de design puxarão o topo da fila de crescimento, já que este é um mercado que se atualiza muito rápido por estar diretamente relacionado com a tecnologia. Porém, temos alguns bons palpites que podem te ajudar a estar bem posicionado no mercado. Dá só uma olhada:

#1 – UX/UI Design

UX e UI são quatro letrinhas que estão entre as principais tendências do design. UX se refere a User Experience (Experiência do Usuário), enquanto UI se refere a User Interface (Interface do Usuário).

Em resumo, podemos definir esses termos da seguinte forma:

  • O que é UI? Basicamente, qualquer coisa com que um usuário pode interagir para usar algum produto ou serviço digital, de telas sensíveis ao toque a teclados, sons e até luzes.
  • O que é UX? Essa é uma área que evoluiu como resultado das melhorias em UI. A partir do momento que havia algo para a interação dos usuários, suas experiências, sejam elas positivas, negativas ou neutras, mudaram a forma como eles se sentiam em relação a essas interações.

Com isso, entendemos que UI é composta por todos os elementos que permitem que alguém interaja com determinado produto ou serviço, ao passo que UX é o que os indivíduos que interagem com aqueles produtos ou serviços tiram de toda a experiência.

Don Norman e Jakob Nielsen compartilham um exemplo bem interessante sobre UX e UI no site da Nielsen Norman Group, que é o seguinte, em tradução livre:

“É importante distinguir a experiência do usuário como um todo da interface do usuário (UI), ainda que a UI seja obviamente uma parte extremamente importante do design.

Por exemplo, considere um site com reviews de filmes. Mesmo se a UI para encontrar um filme for perfeita, a UX será pobre para um usuário que quer informações sobre um pequeno lançamento independente caso o banco de dados tenha apenas filmes dos maiores estúdios.”

UX e UI são indispensáveis na atualidade, seja em aplicativos, sites, smartphones, notebooks e consoles de videogame, por exemplo, e o design é crucial para proporcionar as melhores experiências possíveis.

Houve muita evolução na usabilidade quando olhamos para um passado não tão distante: na década de 1970, para usar um computador, era preciso usar linhas de comando. Você pode abrir o “Prompt de comando” do seu PC ou notebook para ver mais ou menos como isso funcionava.

Hoje, depois de praticamente meio século, temos muito a agradecer à UX e UI, já que ambas áreas tornam nossos dias mais fáceis e práticos, e isso ajuda a mostrar como designers da área têm (e terão) muito trabalho a fazer. Afinal, sem uma boa interface e experiência, as chances de sucesso caem significativamente.

Resumidamente, UX/UI Designers possuem as seguintes experiências:

  • Design thinking;
  • Pesquisas;
  • Prototipagem e aprimoramento;
  • Design emocional;
  • Web design;
  • Interfaces na Figma;
  • Design adaptativo;
  • Apresentação.

O salário médio de um UX/UI Designer é de aproximadamente R$ 4.532, de acordo com o Vagas.

#2 – Full-Stack Design

Quem já ouviu falar em Full-Stack associa o termo à programação. De fato, um desenvolvedor Full-Stack é aquele que pode operar em todas as camadas de desenvolvimento de um projeto, desde a “parte da frente” (Front-end ou client side) até o que está por trás disso (Back-end ou server-side).

Se este já é um profissional versátil, o Full-Stack Designer leva a polivalência a um nível ainda mais elevado, pois ele também tem conhecimentos sobre design, o que o capacita a ser uma “equipe de uma pessoa só”, capaz de gerenciar todo o ciclo de desenvolvimento de uma interface web.

Em outras palavras, o Full-Stack Designer consegue criar desde o desenho da representação visual até a marcação e estilização de uma página real, o que o coloca em uma posição privilegiada perante a concorrência, quer para atuar em empresas ou como freelancer.

Tendo em vista que o mercado mostra cada vez mais interesse por profissionais versáteis e com várias habilidades, o Full-Stack Design é uma das áreas do design que devem crescer significativamente nos próximos anos, já que seus conhecimentos solucionam duas partes indispensáveis no desenvolvimento de sites, apps e afins.

Além de aprender sobre uma série de ferramentas, como Figma, Adobe Photoshop, Adobe XD, WordPress e outras de Front-End (HTML, CSS e JavaScript), os Full-Stack Designers adquirem as seguintes experiências:

  • Desenvolvimento de protótipos;
  • Construção de websites;
  • Domínio do processo completo da criação de produtos ou websites;
  • Conhecimentos sobre experiência do usuário e interface do usuário.
  • Habilidades práticas para ingressar rapidamente no mercado.

Por ser um conjunto de áreas relativamente novo, os sites de comparação de salários podem não mostrar os salários para Full-Stack Designers aqui no Brasil, mas sua demanda está em alta e o salário médio, de acordo com o ZipRecruiter, é de US$ 99.782 por ano (ou US$ 8.315 por mês) nos Estados Unidos.

#3 – Game Design

Foi-se o tempo em que os jogos eram vistos como “brincadeira”. Hoje, o mundo dos games movimenta cifras bilionárias todos os anos, quer pelo altíssimo número de jogadores ou pela profissionalização do cenário dos gamers, que também movimentam muito dinheiro.

Prova disso vem de um relatório da Grand View Research, que avaliou o mercado global de videogames em US$ 151,06 bilhões em 2019, faturamento estimado a apresentar uma taxa anual de crescimento composta (CAGR) de 12,9% entre 2020 a 2027, o que o faria atingir quase US$ 400 bilhões no último ano citado.

Além de um crescimento tão significativo a nível global, vale também olhar para o Brasil, em que a área está em ascensão, tanto no número de empresas quanto de profissionais.

A área de Game Design pode ser seguida por quem é apaixonado por games, por designers de jogos que ainda não tenham tanta experiência ou por programadores de desenvolvimento de games que querem aprender mais sobre todos os processos envolvidos na criação de um jogo.

O Game Designer terá a importante tarefa de dar vida ao jogo, criando todo o conceito, seus mapas, as características dos personagens, os detalhes de cada fase, os checkpoints e muitos outros detalhes que farão parte do jogo e afetarão a jogabilidade.

Todos esses recursos precisam ser pensados de modo a tornar o jogo atraente, o que é importante tanto para captar novos gamers quanto para manter os que já adquiriram o título, de modo a transformá-lo em uma verdadeira obra-prima.

Embora possa criar todo o jogo, caso o profissional trabalhe para uma grande empresa, com projetos também de maior porte, ele pode ser responsável pela criação de uma ou mais fases ou por aspectos específicos do game, como sua animação ou o áudio design, por exemplo.

De acordo com o Glassdoor, o salário médio de um Game Designer é de R$ 4.501, enquanto o salário médio de um Game Developer é de R$ 5.596.

Que tal atuar nas principais áreas do design gráfico e se destacar no mercado?

Poderíamos ficar por muito tempo aqui falando sobre as áreas de design, mas essas são algumas das principais na atualidade, que apresentam uma intensa procura no mercado de trabalho e devem crescer ainda mais com o passar dos anos.

A situação é ótima para a valorização das áreas do design gráfico como um todo, além, é claro, de se mostrar como uma ótima oportunidade para ingressar em uma delas e, assim, surfar na crista da onda das principais vertentes do design.

Para dominar essas áreas, nós do Designerd recomendamos os cursos da Mentorama, a escola online das profissões mais procuradas. Ela tem cursos nas áreas de Programação, Design e GameDev e, assim, você pode escolher o segmento que mais lhe agrada.

Se você se interessou pelas áreas do design gráfico de que comentamos aqui no conteúdo, dá só uma olhada nos cursos correspondentes a cada uma delas:

Para conhecer os outros mais de 25 cursos, acesse o site da Mentorama e confira todo o portfólio de opções, que certamente podem te transformar em um designer melhor ou mesmo servir como introdução para uma área tão interessante – e rentável!

Escrito por Guilherme Dantas

Fundador do Designerd, empreendedor digital, apaixonado por criatividade, carros, educação financeira e cinema. Arranhador profissional de violão nas horas vagas.