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5 dicas práticas para tirar as melhores fotografias (Abertura, Velocidade e ISO)

Fotografia é uma arte, mas como toda arte, a técnica é primordial. Apesar de muito importante, não basta apenas ter feeling. Tem que saber o que está fazendo!

A cada dia que passa temos acesso a melhores equipamentos e até mesmo mais acessíveis ferramentas de fotografia, sejam em nossos celulares, câmeras amadoras ou profissionais. Itens de um universo que cresceu tanto que acabou abraçando praticamente todas as áreas, já que a fotografia, cinema, computação gráfica e design mudaram a forma como vemos o mundo.

Então, para tirar o melhor proveito desses instrumentos, precisamos saber tirar uma boa foto e conseguir capturar aquele momento mágico do jeito que quisermos. Para isso separamos algumas técnicas que podem ser utilizadas em qualquer câmera ou até mesmo no celular, principalmente se nos permitirmos arriscar o modo manual dos mesmos.

Nesse primeiro artigo, separamos 5 dicas práticas para pontuar algumas coisas importantes para curiosos e quem está iniciando nessa área ou mesmo quem já atua e busca por novas dicas.

Começando do começo, essas primeiras 5 dicas serão fundamentais para que aproveite melhor as próximas que virão. Nessas iremos abordar algumas questões mais técnicas da câmera e lente em si, como a abertura, velocidade, ISO, etc. Acompanhe!

1. Saber se apoiar no “tripé” da exposição

A primeira dica abre portas para todas as outras técnicas, já que você precisa entender o que é esse tal de tripé da exposição, também conhecido como os 3 pilares da fotografia, entre outros nomes.

Mas basicamente eles são os 3 recursos manuais que podemos configurar para ajustar a iluminação correta da cena que desejamos capturar. Os responsáveis por essa façanha são a abertura, o ISO e a velocidade.

Os 3 elementos tem diversas aplicações, além de simplesmente equilibrar a exposição da foto, mas vamos começar pelo básico, que é deixar sua foto com a iluminação adequada:

Abertura é aquele número que aparece em volta da lente, ele é comumente encontrado em valores como f/1.4, f/1.8, f/2, f/2.8, f/4, f/5.6, f/8, f/11, f/16, f/22.

Esse número representa o quanto a lente estará aberta no momento que a foto for capturada. Quanto maior o número, menor será a abertura, sendo assim entrará menos luz no sensor, gerando fotos possivelmente mais escuras.

ISO é a sensibilidade que o sensor tem à luz. Quanto maior o ISO, maior essa sensibilidade, fazendo com que as fotos fiquem mais ou menos claras. É normal utilizarmos valores que vão de 100 até dezenas de milhares.

Velocidade é a duração do instante que o obturador da câmera faz o processo de captura, durante esse tempo o obturador ficará aberto (de acordo com seu valor de abertura configurado) para capturar a luz.

Sendo assim, quanto maior o tempo que ele estiver aberto, mais luz entra, gerando imagens mais claras do que aquelas que forem capturadas em um tempo menor. Esse tempo é medido em frações de segundo, como: 1⁄1000 s, ​1⁄500 s, ​1⁄250 s, ​1⁄125 s, ​1⁄60 s, 1⁄30 s, ​1⁄15 s, ​1⁄8 s.

Nas próximas dicas veremos algumas características que fogem um pouco do básico desse tripé e como utilizar esses 3 recursos manuais de maneira que gerem efeitos diferentes em nossas fotos.

2. Divirta-se com diferentes velocidades de captura

Como vimos na dica anterior, a velocidade é o tempo que o sensor fica exposto a luz. Como durante esse tempo a câmera fica “capturando” o movimento da cena, se o objeto ou o fotógrafo se mover durante o tempo que a câmera estiver com o sensor exposto, gera um efeito (ou defeito) de movimento.

Muitas vezes gerar esse desfoque de movimento de maneira proposital pode criar imagens bem interessantes.

Mas, para isso, teste diferentes velocidades até conseguir acertar o tempo certo para essa captura não desfocar demais (ou menos) do que gostaria.

3. Mãos firmes ou maior velocidade de captura

Ainda falando da velocidade, se sua intenção não for gerar nenhum tipo de desfoque de movimento e você não tiver um tripé em mãos para que sua foto não saia tremida, o jeito é aumentar a velocidade para valores abaixo de 1/60 ou bem menores, como 1/125 até o 1/1000.

Lembrando que quanto menor for esse tempo de exposição, menos luz entrará no sensor, causando imagens escuras caso você não compense essa questão no ISO e na abertura.

4. Aberturas maiores fazem seu objeto saltar aos olhos

Aproveitando o gancho com o que comentei acima, sobre a compensação de iluminação que a abertura pode fazer caso a velocidade seja muito rápida, a abertura pode ajudar muito nessa questão.

Ao mesmo tempo que uma abertura maior, como 1.4, 1.8 ou 2, por exemplo, ajudam muito com a entrada de luz e consequente iluminação da foto, aberturas maiores como as mencionadas geram também um efeito que pode ser muito explorado, que é relacionado com a profundidade de campo, o desfoque.

A abertura contribui com o tamanho da área, em termos de distância, da sua imagem que poderá ficar focada. Isso quer dizer que quanto maior a abertura, menor a área de foco.

Se você tirar uma foto com uma abertura grande, o seu objeto poderá ficar focado e o que estiver logo atrás dele ficará completamente desfocado.

O efeito gerado assim é muito comum para fotos de retrato e produto, já que a ideia é capturar só o objeto principal e fazer com que o restante do fundo fique sem o mesmo destaque.

Por sua vez, se quiser fazer uma captura de uma pessoa/objeto com destaque também para a paisagem de fundo, aberturas menores serão necessárias.

5. Pra que serve o ISO?

Pois é… Imagine que agora você quer tirar uma foto de uma pessoa em movimento com uma paisagem de fundo e quer que tudo fique nítido.

Provavelmente você precisará deixar sua abertura menor, possibilitando uma distância focal maior.

E como ela está em movimento, também será necessário uma velocidade maior do obturador ( e consequente tempo de exposição menor). Mas essa combinação resulta em uma imagem escura, já que a luz não terá muito espaço e nem muito tempo para passar pela lente.

Então, nos resta recorrer ao ISO. Se a foto está ficando escura, precisaremos aumentar o valor desse nosso último elemento para poder compensar a falta de luminosidade.

O único problema aqui é que quanto maior o ISO, mais ruído sua câmera pode gerar. Essa quantidade de ruído será maior ou menor dependendo da qualidade do sensor de sua câmera, algo que já mudou muito com as novas tecnologias, mas ainda é um problema comum.

Não tenha medo de usar o ISO, mas use-o como uma maneira de compensar os 2 itens anteriores, para poder criar o efeito desejado na sua imagem.

Gostou? O legal é que utilizando técnicas como essas, até mesmo em um celular conseguimos bons resultados, o que faz reforçar a dica mencionada nesse post, sobre praticar e estudar antes de buscar pelos melhores equipamentos.

E se ficou curioso para saber de onde vieram as fotos utilizadas nos exemplos desse artigo, todas elas vieram da iStock.

Se precisar de ótimas imagens para seus trabalhos, criadas por fotógrafos profissionais, recomendamos que faça seu cadastro por lá.

Agora é hora de praticar e aguardar até os próximos artigos com mais dicas como essas!

Até a próxima!

Escrito por Julian Nunes

Designer e professor nas áreas de computação e editoração gráfica e também apaixonado por cinema, animação, motion e flertando com fotografia.

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