Fotografias ou ilustrações: o que usar em meus projetos de design?

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O design gráfico é uma profissão complexa. Ao mesmo tempo que designers tem o objetivo de encantar seus clientes, é preciso também pensar em atingir o público-alvo de forma certeira.

Porém, existe uma pergunta bem curiosa nos projetos de design: é melhor usar fotos ou ilustrações?

Pode ser que ela não aparecesse em sua mente e que a questão fosse solucionada de uma maneira intuitiva, mas ao parar para pensar no assunto, parece que as alternativas são bem próximas e que, portanto, é difícil escolher.

Se isso também fez um nó em sua mente, fique tranquilo, pois nós podemos ajudar! Vamos entender o que está por trás das opções e quais critérios devem ser considerados.

Qual a diferença entre fotografia e ilustração?

Para começo de conversa, vamos a uma definição rápida da diferença entre os termos:

  • Fotografia: tecnicamente, é a arte, aplicação e prática da criação de imagens duráveis através da captura de luz ou de outras formas de radiação eletromagnética, seja de maneira eletrônica ou química. Na prática, são as composições capturadas por uma câmera fotográfica, seja ela digital ou não.
  • Ilustração: uma decoração, interpretação ou explicação visual de um texto, conceito ou processo, feito para integração em mídias como pôsteres, revistas, livros, materiais educativos, jogos e filmes. É uma representação visual que pode ser feita tanto manualmente quanto com o auxílio de softwares de vetorização.

Dificilmente um projeto de design será desenvolvido sem o uso de pelo menos uma dessas alternativas, que expressam, de maneira gráfica e visual, emoções, sentimentos, ideias e conceitos.

Qual é a melhor escolha para seus projetos de design?

Como acontece com uma série de dúvidas no design e na vida, em geral, não há uma resposta definitiva. Neste caso, vai depender muito do que você pretende com aquele projeto e qual é o impacto que ele deve causar.

Nós já abordamos ambos assuntos por aqui – em várias ocasiões, diga-se de passagem. Comentamos sobre dicas para tirar fotografias aproveitando os desfoques e também sobre tipos de ilustrações para utilizar em projetos, ou seja, defendemos avidamente os dois lados da moeda.

É claro que as aplicações podem variar de acordo com cada projeto, já que a criatividade do designer é essencial e não deve ficar aprisionada em um script fechado e imutável, mas, via de regra, fotografias costumam trazer um apelo da realidade, ao passo que ilustrações afloram um lado mais subjetivo e criativo.

Imagine uma empresa que precisa passar uma imagem sólida a respeito de seus serviços, como um fundo de investimentos. Repare que eles costumam usar fotos conceituais, as quais deixam clara a credibilidade daquela companhia.

Quando se deseja ilustrar (com o perdão do trocadilho) situações de maneira literal, as fotografias despontam como opções ideais, com um realce direto na competência e profissionalismo demonstrados pela empresa.

Já quando o assunto é algo mais criativo e inovador, as ilustrações desempenham um papel bem interessante, já que possuem a liberdade necessária para flutuar no campo imaginativo, sem aquele peso a prendê-las no solo da racionalidade.

É possível construir cenários imaginativos, irreais e até mesmo utópicos em projetos de design que se utilizam de ilustrações através de composições criativas, manipuladas e desenvolvidas de acordo com a ideia exata que a empresa precisa passar, ainda que fuja de padrões e costumes.

Portanto, em linhas gerais, temos o seguinte (o que sempre pode mudar, como comentamos previamente):

  • Fotografias são ligadas à realidade. Seu potencial de expressar profissionalismo e solidez é imenso.
  • Ilustrações possibilitam a criação de cenários criativos e imaginativos. As “amarras” da realidade não precisam aparecer aqui, onde há espaço para diversão e liberdade.

É preciso dominar as duas áreas para um bom projeto de design?

Seria bem legal se isso acontecesse. Imagine um designer que é especialista em fotografia e também em ilustrações: isso o colocaria em uma posição privilegiada no mercado e abriria um imenso leque de possibilidades em seus projetos.

Porém, essa é uma situação relativamente rara de acontecer. O design já traz conceitos, técnicas, práticas e procedimentos completos e complexos, que dificilmente são dominados em sua totalidade pelos profissionais.

Tais habilidades podem ser desenvolvidas, é claro. Nós já tratamos por aqui sobre como aprender a desenhar para projetos de design, bem como 5 dicas práticas para tirar as melhores fotografias.

Esses, porém, são conhecimentos que podem ser tidos como introdutórios e que não te colocarão como um especialista na área em questão de pouco tempo, a não ser que você tenha uma predisposição absurda para tal e tenha acabado de descobrir um talento.

Caso esse não seja o caso, fique tranquilo, pois você pode contar com o auxílio de profissionais nas respectivas áreas para abastecer cada projeto de design com o qual se deparar e, assim, poder entregar excelentes resultados.

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Este artigo foi escrito por:
Picture of Guilherme Dantas
Guilherme Dantas

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