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7 perguntas que você deve fazer ao seu cliente antes de iniciar um projeto

Praticamente desde 2009 falamos sobre a importância de um bom briefing para começar um projeto que resulte em algo muito mais agradável, tanto para o cliente como em sua produção, além de menos dores de cabeça com refações desnecessárias.

Veja alguns exemplos de conceitos e dicas aqui: Os 4p’s do briefing para design de marcas, Afinal, o que é a Matriz 5W2H? e 5 perguntas imprescindíveis para um bom briefing.

Mesmo sendo algo que já comentamos anteriormente, cada projeto tem uma necessidade diferente e, pensando nisso, ao olharmos de maneiras igualmente únicas para esses jobs, com as perguntas certas conseguiremos os melhores resultados.

Por isso, separamos mais algumas dicas em forma de questionamentos para você guardar na manga e utilizar em uma conversa com o cliente, ajudando na elaboração de um bom e assertivo briefing!

Obs.: As perguntas a seguir não seguem uma ordem específica e nem são uma receita para a criação de um briefing, mas apenas perguntas para puxar a conversa na reunião de criação do mesmo, ou até, apenas uma maneira de conhecer melhor seu cliente.

Qual é o seu objetivo com esse projeto?

O cliente vai até você com o desejo de melhorar ou criar uma marca/campanha, mas esse desejo nem sempre está estruturado e com um objetivo claro.

O campo da ideia é muito amplo, por isso cabe a nós ajudar o cliente a visualizar melhor esse desejo em algo cada vez mais real, evitando assim um possível descontentamento dele com a entrega.

Não se limite em coletar informações como  “queria uma cara diferente pro meu logo; algo mais moderno”. Isso dificilmente é o bastante para entender o que ele REALMENTE quer e precisa.

Então faça um “quebra-gelo” inicial, converse com o cliente, conheça-o melhor. Isso não é uma perda de tempo, é uma chance de você pegar as entrelinhas do projeto, aqueles desejos que não foram falados antes em uma conversa formal.

Depois, então, você pode ir para questões mais técnicas, como formatos da campanha (que podem limitar o tamanho e quantidade de cores usadas), onde será vinculada (se for audiovisual, precisará saber aqui se precisará de áudio, narração, legenda, por exemplo) e o mais importante nesse item, o que o cliente pretende atingir com essa mudança.

Qual é o seu público alvo?

Dando sequência ao objetivo do projeto, é impossível fazer algo que seja eficiente sem conhecer o público alvo.

Qual é a idade dessas pessoas? O que eles consomem? Qual é o gênero da maioria? Onde moram? Quais são suas profissões e hobbies?

Claro que essa etapa envolve uma pesquisa e os dados que serão coletados farão parte de uma média, não de uma verdade absoluta.

Mas ainda sim é um item extremamente importante para segmentar quem vai consumir esse produto e gostar dele ou não, fazendo com que a campanha funcione.

Como é a voz da marca?

O modo que a marca fala muda totalmente o modo que o projeto será criado, pois uma empresa pode até atingir um público jovem e ao mesmo tempo ser mais séria. O que vai mudar aqui é o tipo de produto que será vendido. Mas é necessário manter um padrão.

Hoje em dia o humor é a principal “arma” da internet, já que o tosco, o meme e a aparência espontânea nas publicações comprovadamente geram bons resultados. Mas isso vai diretamente ao modo que a empresa se comporta e como os clientes a verão.

Então é necessário entender aqui se a sua criação irá utilizar uma linguagem mais informal, divertida e leve, com imagens felizes, frases engraçadas e cores vibrantes ou se seguirá um padrão mais formal, sério e sólido, com mensagens objetivas e cores sóbrias.

Não existe certo ou errado, mas é necessário seguir um padrão para que o seu público alvo continue identificando a marca como sendo a mesma voz que estão acostumados.

Algum outro projeto inspirou esse?

Dificilmente um projeto não tem uma inspiração, mesmo que de forma inconsciente. E muitas vezes essa inspiração não vem da mesma área de atuação da empresa em que está prestando o serviço.

Mas é importante conhecer essa inspiração para que siga uma linha onde algumas semelhanças podem ser encontradas, mas claro, sem copiar. Afinal, a vida é cheia de referências!

Existe algo que não é negociável?

Acredite, a frase “confio no seu gosto, pode criar como quiser”, dificilmente é totalmente real.

O cliente realmente pode ter escolhido você porque viu que seu estilo combina com o que ele gostaria, mas como vimos anteriormente, nem sempre o desejo dele está claro. Quando você materializar esse desejo, pode ser algo bem longe do que ele esperava.

Por isso já pergunte, desde o início, se existe alguma coisa que ele não gostaria de ver no projeto, como por exemplo utilização ou não de ícones, fotos, vídeos, cores específicas, etc.

Se possível, peça para ele citar exemplos de estilos específicos, como de outros projetos, que ele não gostou.

O que você gosta de fazer?

Essa pergunta pode ser feita logo no início, em uma conversa informal, naquele momento do quebra-gelo em que está tentando conhecer melhor seu cliente.

Os gostos do cliente vão facilitar muito a maneira que irá apresentar suas ideias, pois você já vai saber se ele(a) é uma pessoa mais família, independente ou aventureira. E se o projeto permitir algo que remeta esse estilo pessoal do cliente, é uma chance maior de uma aprovação mais eufórica.

Mas se não tiver espaço de colocar um pouco a “cara” do cliente no projeto por não ter absolutamente nenhuma relação no propósito ou voz da marca, aí esse item fica como o que falamos sobre inspirações de outros projetos.

Nesse caso, o cliente pode citar outras marcas que ele gosta e se ele acharia interessante ter alguns desses elementos no projeto dele(a).

O que faz seu projeto ser diferente?

Os diferenciais são de extrema importância em um mundo tão competitivo como o nosso. Esses diferenciais podem ser, por exemplo, o nicho que seu cliente atende, ou uma característica única.

Você precisa saber qual é esse diferencial para tentar explora-lo sempre de maneira visual.

Por isso é importante também saber quais são os maiores concorrentes e também os diferenciais deles, para ver como esses já estão sendo explorados e tentar destacar ainda mais os do seu cliente.

Conclusão

Como disse no começo, essas perguntas não são regras e nem precisam seguir essa ordem, são mais opções para manter em seu check-list mental na hora de conversar com o cliente e conseguir assim melhores resultados.

Se tiver mais perguntas e dicas que gostaria de compartilhar, deixe aqui nos comentários.

Até a próxima!

Escrito por Julian Nunes

Designer e professor nas áreas de computação e editoração gráfica e também apaixonado por cinema, animação, motion e flertando com fotografia.

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