Não sei você, mas quando olho o novo Honda CR-V não consigo imaginá-lo em um local que não envolva natureza.

É claro que é um veículo que se comporta bem na cidade, mas existe algo nele que sussurra aos ouvidos: “vamos pro meio do mato”.

E foi nessa pegada que durante uma semana eu pude testá-lo e sentir sua força, seu conforto, seu design e sua tecnologia.

Um grandão urbano com vontade de natureza

Foi assim que consegui resumir a experiência de dirigir o novo CR-V. Personificando, é como se fosse aquele cara que trabalha a semana inteira na cidade e durante o final de semana não perde a oportunidade de levar a família inteira para um piquenique no meio da natureza.

E que família! O espaço interno do carro é quase um exagero, que leva confortavelmente três adultos na parte de trás (com direito a saída de ar-condicionado para os passageiros).

Dá para perceber que o novo CR-V herda alguns traços de seus irmãos mais urbanos, porém de forma tímida. É nítida a diferença das linhas e dos vincos em comparação com o HR-V, por exemplo.

O carro conta com linhas exteriores mais simples, mais sóbrias, porém sem deixar de lado algumas características marcantes dessa nova linha de design da Honda, como o formato da grade frontal, por exemplo.

Detalhes cromados não faltam em seu exterior: na grade frontal, nas maçanetas, nos faróis de milha, em volta das janelas e na tampa traseira. Tudo brilha à luz do sol.

Sua frente “bicuda” e angular é um convite para terrenos mais acidentados e um lembrete que estamos dirigindo um 4×4. Me agrada também os formatos mais fluidos de suas linhas frontais, principalmente a parte cromada que conversa perfeitamente com o filete de LED’s do farol dianteiro.

Seu exterior é de um veículo mais comportado. O formato das janelas até que é interessante mas os vincos das portas não apresentam nenhuma novidade em questão de design.

O estilo sério e sóbrio também acompanha a traseira do veículo, que apesar de brincar com o formato das lanternas, ainda apresenta, de modo geral, linhas mais retas e menos modernas que sua frente.

O ponto positivo da parte traseira fica por conta da faixa cromada e seu acabamento que se funde à lanterna, criando uma interessante continuidade.

Interior requintado

Na contramão do seu irmão urbano HR-V, o novo CR-V apresenta um interior mais requintado, com detalhes que dão gosto para qualquer designer.

A faixa que percorre todo o painel, com textura de madeira, remetem àquelas SUV’s antigas e trazem um ar saudosista e elegante.

A posição da central multimídia (com uma tela menor na parte de cima com informações secundárias) é boa, mas a tecnologia é antiga. Uma pena.

O ar-condicionado digital digital é intuitivo e fácil de manusear. O painel de instrumentos tem um ar analógico, com informações do computador de bordo no centro.

O acabamento interno é muito bem feito e fica claro que houve bastante cuidado nos detalhes e ao mesmo tempo a preocupação de deixar transparecer a robustez do veículo, tanto para quem vê de fora quanto para quem está dentro. Parece que deu certo.

O teto solar elétrico é a cereja no bolo, um item quase indispensável para um veículo que pede por ar puro.

Em poucas palavras é possível resumir o novo Honda CR-V como um carro robusto, sóbrio por fora, requintado por dentro e com um forte apelo para a natureza.

Fotografias por Isa Gonsales

Guilherme Dantas