Tudo pode ser uma marca

Geralmente marcas são associadas com produtos ou empresas. Para o marketing a marca é um termo mais amplo e muito importante. A marca se aplica a produtos, pessoas, serviços, empresas e criações. Um filme é uma marca. Uma fábrica de brinquedos é uma marca. Um blog é uma marca. Para simplificar, tratamos todos esses elementos como “produtos”.

Vamos pegar como exemplo a banda U2. A banda em si é uma marca super famosa, mas o vocalista Bono também tem sua marca própria. Ao longo dos anos Bono desenvolveu uma personalidade muito forte e facilmente reconhecida: ele pode assinar produtos, movimentar milhões de dólares em seus projetos ou até mesmo começar uma banda nova. Ele é um “produto” de sucesso e os “consumidores” são seus fãs ao redor do mundo.

Mesmo conceitos abstratos como a sustentabilidade, luta contra o câncer ou o movimento gay podem se tornar marcas.

Marca é comunicação

Basicamente a marca serve como um rótulo para o consumidor. Na essência, é simplesmente uma maneira de identificar a procedência daquele produto. Mas o verdadeiro valor da marca está na enorme quantidade de informações que ela transmite.

A marca é a principal forma de comunicação entre o produto e o consumidor. Por mais simples que seja, ela transmite toda a ideologia do produto. Muitas vezes só de olhar um produto já sabemos se ele é caro, para quem ele foi feito e qual o nível de qualidade que ele oferece. Ao mesmo tempo que a marca ajuda o produto a se comunicar, ela facilita muito a vida do consumidor. Por exemplo, uma pessoa que está pesquisando carros luxuosos consegue eliminar dezenas de marcas com esse único parâmetro: luxo.

Marca é personalidade

A marca não é uma identidade visual criada no lançamento do produto ou na fundação da empresa. Por ser um elemento tão rico em valores a marca tem personalidade.

As marcas evoluem ao longo do tempo, mudando seus valores e ganhando novos traços de personalidade. De um filme inovador na década de 70, Star Wars passou a ser um clássico nos anos 90, mas depois ganhou muita força no mercado infantil. A Faber-Castell, presente nas mochilas de milhares de estudantes, se renovou constantemente ao longo dos anos para continuar uma marca jovem e atual.

Criar personalidade não é humanizar as marcas, mas uma forma de caracterizá-las. Elas podem ser inovadoras, jovens e dinâmicas ou clássicas e tradicionais. Esses são adjetivos que usamos para classificar pessoas – e são eles que nos ajudam a manter um relacionamento com as marcas.

O branding, ou gestão de marcas, é uma vertente do marketing que cuida da criação de valores para as marcas. Nas próximas lições vamos aprender como montar a personalidade de uma marca.

Mário