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O Designer e o “Não”

Quando criança, provavelmente essa foi a palavra que mais ouviu: “Não”. E ao longo de sua vida, tal palavrinha maldita lhe privou de muitas coisas. Não pode dirigir antes dos dezoito. Não se deve rabiscar a parede. Não pode brincar com fogo. E por aí vai.

Você cresceu e tornou-se um profissional. Mas vez por outra, a maldição do “não” ainda lhe assusta. E agora?

Seja qual for o ramo que decidiu atuar, respostas negativas são um verdadeiro balde de água fria em sua empolgação. Quem nunca teve seu ânimo quebrado quando um cliente (ou mesmo o diretor de criação da própria agência) arrancou as esperanças de levar para frente o projeto que você desenvolveu com tanto amor e carinho?

São essas situações que forçam o designer a deixar de lado seu lado artístico e ativar seu lado diplomático. Mas não são todos que conseguem fazer isso, infelizmente. Seguem abaixo algumas das reações mais comuns a essas situações:

O chorão

É o tipo de profissional que se ofende (levando até para o lado pessoal) a negação de um cliente. Pode até manter a compostura durante a reunião, mas depois irá chorar as mágoas com meio mundo, dizendo o quão difícil sua profissão é.

O extremista

É aquele sujeito que se auto-intitula “artista”. Para ele, seu trabalho não deve ser contestado em hipótese alguma, pois é uma obra de arte. Pode se irritar com o mínimo de negação por parte do cliente (ou do patrão) e é capaz de capaz largar tudo e mandar todos pro pantone que pariu.

O pau-mandado

O lado oposto do extremista. Abaixa a cabeça e concorda com tudo que é dito, mesmo sendo absurdo. “Tem razão, eu não sei onde estava com a cabeça quando não coloquei um fundo rosa com letras amarelas em seu site. Com certeza ficará lindo…” É mais usado por outros como ferramenta do que como profissional.

O negociador

Da lista, é o mais maduro. Sabe ouvir o cliente e apresentar novas soluções. Sabe contornar aquela ideia absurda sem ofender o cliente, apresentando exemplos concretos de que sua ideia é mais usual. Negocia o “não” e chega num acordo, vantajoso para ambas as partes.

E você, conhece mais algumas reações? Então deixe um comentário logo abaixo! Ou não.

Escrito por Guilherme Dantas

Fundador do Designerd, empreendedor digital, apaixonado por design, marketing digital, carros, cinema, astronomia e física quântica. Arranhador profissional de violão nas horas vagas.

2 Comentários

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  1. Na verdade temos um pouco de cada um, quem nunca esteve em situacoes em que teve que abaixar a cabeca e sair?
    ou ate mesmo ficou irritado por nao ter sido aprovado sua arte?
    quantos de nos ja conseguil mudar a ideia de um cliente?

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