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Ford Mustang: conceitos que deram origem à evolução do mito

Mustang

A maioria das pessoas tem um carro preferido. O meu é o clássico Ford Mustang.

O processo de desenvolvimento de um carro é complexo, repleto de conceitos.

Em comemoração dos 50 anos do “pony car”, A Ford está iniciando um projeto histórico, que revela uma história de conceitos e protótipos que não passaram da fase de estudos, como mostra uma galeria de fotos dos arquivos da Ford.

Os técnicos da Ford construíram e testaram inúmeros carros que tinham como meta ostentar o símbolo do cavalinho galopante. Mas só uma pequena fração deles realmente entrou em produção.

“Como o processo de projetar e desenvolver um carro novo exige tempo e dinheiro, ninguém se compromete a investir centenas de milhares de dólares sem antes considerar seriamente uma série de alternativas. Uma visita aos arquivos da Ford mostra alguns desses estudos do Mustang que não aconteceram, para que se tenha uma ideia desse trabalho”, destaca Rogelio Golfarb, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Ford.

Estudo Avanti 1962

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O Avanti foi uma das primeiras apostas de como seria um esportivo pequeno – para os padrões americanos, naturalmente – de quatro lugares da Ford. O cupê rebaixado foi apenas um dos inúmeros estudos de design avaliados até a direção da Ford aprovar a produção do Mustang.

Embora a forma final do Avanti não tenha sido a escolhida, o seu teto fastback foi adotado no Mustang 1965 de produção. O processo de criação de um carro novo envolve um extenso trabalho de edição de ideias e esta foi uma das muitas que não sobreviveram à peneira.

Mustang 1965 quatro portas

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Quando se tem um produto de grande sucesso como o Mustang, necessariamente é preciso pensar em como capitalizar essa ideia. O Mustang usou como ponto de partida a plataforma do “compacto” Falcon de duas portas e uma versão de quatro portas do “pony car” foi pensada como forma de completar essa ideia. Felizmente para os fãs do Mustang, as cabeças frias prevaleceram.

Conceito Allegro II 1967

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Em 1967, os designers da Ford resolveram retomar um dos conceitos originais do projeto do Mustang de 1962, adotando uma nova proposta de forma e de nome. Tendo como base o cupê Avanti, toda a área envidraçada foi removida e substituída por um para-brisa baixo, de estilo speedster, com nova traseira e para-lamas em formato de asa. Como a Studebacker, hoje extinta, já tinha usado o nome Avanti em sua linha, o conceito retrabalhado foi chamado de Allegro II, remetendo a um dos primeiros estudos de design do carro.

Conceito Mach 2 1966

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O Mustang já batia recordes de vendas após o seu lançamento em 1964 quando o chefe de design Gene Bordinat e o time de Veículos Especiais da Ford resolveu rearranjar as partes do conceito Mach 2. O motor V8 Hi-Po 289 foi transferido da frente para trás dos bancos, estudo que serviu para a sua avaliação como um possível sucessor do Shelby Cobra.

Mesmo com motor central, o Mach 2 manteve as proporções de frente longa e traseira curta que caracterizam o Mustang. Infelizmente, o Mach 2 é outro modelo que nunca foi além da exibição no circuito de salões.

Escrito por Guilherme Dantas

Fundador do Designerd, empreendedor digital, apaixonado por design, marketing digital, carros, cinema, astronomia e física quântica. Arranhador profissional de violão nas horas vagas.

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