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Design Automotivo: Peugeot 208

Sempre acreditei que carro bom é aquele que dá menos problema, é econômico e chega nos lugares que você quiser ir sem frescura. E apesar de ser uma das pessoas que tinha um certo preconceito com a Peugeot, pude ver em seu novo 208 essas qualidades de sobra.

Preconceito? Que jeito estranho de começar um artigo sobre um carro da própria Peugeot, né? Mas justamente por esse começo, ouso me considerar uma das pessoas que melhor podem descrever as evoluções e qualidades desse novo 208, que apesar de ser o mais simples da montadora francesa, está muito longe de ser um carro básico.

A marca conseguiu em mim tirar completamente a antiga imagem que tinha das suas versões anteriores, que apesar de ótimo carros no conceito, tiveram suas falhas que visivelmente prejudicaram seu mercado brasileiro.

Para o teste, escolhi usar diferentes cenários para ver como ele se comportava em cada situação. Porque apesar de ser um carro visivelmente urbano, com um grande foco na economia de combustível, como eu disse antes, carro bom precisa ir para onde você quiser, sem frescura!

Apesar de morar perto, com vergonha falo que nunca tinha ido para Paranapiacaba. Passeio que recomendo todos a fazer, pela facilidade de acesso, baixo custo e ótimos lugares para conhecer e tirar boas fotos.

Apesar do carro não precisar fazer nenhuma trilha, no trecho de estrada mal pavimentada que foi pego ele se mostrou muito confiável e firme.

A tremulação causada pelas pequenas pedras do caminho, tanto em trechos de terra batida como no paralelepípedo, passaram sem nenhum tipo de incômodo.

Apesar da direção elétrica ser extremamente leve, ela não ficava balançando como se estivesse em uma britadeira, típico de outros carros pequenos por aí.

Por toda a viagem, tanto nessa primeira etapa como na próxima, o imenso teto solar foi um grande diferencial. Tanto para dia como para noite.

Quem fica no banco de trás tem um show de estrelas nessa vista panorâmica, e se chover ainda tem um efeito bem legal das gotas caindo e escorrendo pelo vidro de cima a baixo.

E falando em banco de trás, mesmo sendo um carro compacto, o espaço é ótimo. Considerando que tenho quase 1,90, quem sentava atrás ainda tinha conforto.

A trilha sonora era constante em todos os momentos da viagem. O fácil controle do i-Cockpit, uma característica forte da Peugeot, ajudava muito não só para um bom controle da música, mas também no ótimo ajuste de controle de velocidade, para aproveitar mais a viagem e menos os radares.

Como disse no começo do artigo, o 208 está longe de ser um carro básico, e por isso, em seu interior, além da preocupação típica com os detalhes (detalhes cromados, texturas e revestimentos bem escolhidos) que a montadora tem, todos os acessórios de série do carro são um grande diferencial contra outros carros de categoria similar.

Além do controle do som e de velocidade que falei há pouco, o computador de bordo mostra quanto você está consumindo no momento, no trajeto determinado e a estimativa de quanto vai durar seu combustível. Esse mesmo item pode ajuda-lo nas ligações, para evitar acidentes ao mexer no celular, entre outras coisas úteis.

O ar condicionado digital com controle automático de vários níveis também é outra coisa que faz com que aproveite mais o momento que está dirigindo sem se preocupar em ligar e desligar, evitando congelar as pessoas do carro.

Itens obrigatórios dispensam apresentações, como os airbags. Mas algo que não é obrigatório, e deveria, são os retrovisores elétricos que o 208 tem, abrangendo um enorme ângulo de visão, sem precisar se debruçar para arrumar o retrovisor do passageiro, por exemplo. Por dentro e por fora, a Peugeot fez um ótimo trabalho estético em seu modelo. O LED ligado nas lanternas, mesmo de dia (é opcional e pode ser desligado no computador de bordo), dão um charme e segurança na frente do carro, auxiliados pelos tradicionais faróis de milha.

Os detalhes cromados, sem exageros, que também estão no seu exterior, dão um ar refinado ao carro como um todo, sem contar suas rodas de liga leve de série.
Quem já viu outras avaliações do Peugeot 208 1.2 sabe que o que mais é falado é sua economia, que claro, se destaca e muito. Mas o que mais se diferenciou na minha experiência com ele foi seu conforto e estabilidade. É um carro que não oferece a potência que seu irmão GT dá, mas é bem esperto nas curvas, ágil na arrancada e muito estável e agradável de dirigir.

Sabe aquele antigo preconceito? Troco por um 208 fácil.

Escrito por Julian Nunes

Designer e professor nas áreas de computação e editoração gráfica e também apaixonado por cinema, animação, motion e flertando com fotografia.

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