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Uma breve história sobre a origem dos logotipos

Para todo lugar que vamos somos impactados por marcas e elementos de identidade visual.

Esse padrão está presente tanto no mundo analógico como digital, ou seja, as marcas estão presentes em todo lugar!

Mas já parou para perguntar de onde vem a necessidade de criar marcas? Qual foi a primeira marca já feita?

Essa e outras dúvidas eu vou esclarecer neste artigo, mas antes de qualquer coisa: o que é uma marca?

Definição

Segundo o INPI, marca é todo sinal distintivo visualmente perceptível, que identifica e distingue produtos e serviços, bem como certifica a conformidade deles com determinadas normas ou especificações técnicas.

Marca e logotipo são coisas diferentes. Enquanto marca diz respeito a tudo que envolve a prestação de um serviço ou venda de um produto, logotipo é a representação visual de uma marca.

O objetivo de um logotipo é ser a síntese visual de tudo o que determinada marca representa ou pode representar.

Mas e aí, como nasceu esse conceito? Qual a função social de um logotipo?

Como diz o locutor do programa Rá-Tim-Bum: senta que lá vem história.

1- Pré-história

Após o último período glacial, há aproximadamente 70 mil anos, a espécie humana começa a entender os limites do tempo e se torna consciente da vida e da morte.

Ter consciência da efemeridade da vida estimula ações que buscam ultrapassar o limite da própria existência, e assim nascem os registros históricos.

Por conta dessa necessidade, os seres humanos do Paleolítico Superior, através de sinais pictóricos, retratavam suas experiências.

Os desenhos feitos nas cavernas são registros gráficos de uma interpretação de mundo, e são o passo inicial para entendermos o papel sócio-cultural das marcas.

2- Agricultura

Um dos símbolos mais antigos da humanidade é o de propriedade, que provavelmente nasceu da necessidade de um indivíduo diferenciar as cabeças do seu rebanho com as do vizinho.

E um dos significados para marca deriva do germânico marka, que significa “sinal”, mas também poderia sugerir à ação de marcar e também ao instrumento utilizado para marcação.

Já brand, deriva da palavra nórdica brnd, que significava “marcar o gado”, isto é, gravar um símbolo à fogo no couro do animal.

O termo marca, assim como conhecemos hoje, é decorrente dos processos de industrialização, mas em breve falarei disso.

3- Heráldica

Desenvolvida na Europa a partir do século XXI, a heráldica é a Ciência e a Arte de descrever os brasões, armas e escudos.

Segundo Cecília Consolo, no livro “Marcas: Design estratégico”, a heráldica medieval promoveu uma gramática na qual os símbolos são uma parte do sistema.

Além do caráter funcional do escudo, a composição gráfica ajudava na identificação dos cavaleiros, suas famílias e propriedades.

Se você já assistiu Game of Thrones, sabe que estou me referindo aos brasões de cada uma das casas, como os Targaryen e Stark.

4- Revolução industrial

Junto à revolução industrial, o mundo foi apresentado à sociedade do consumo.

Por conta dessa nova realidade, às indústrias têm grande preocupação em identificar seu produtos e serviços (familiar aos tempos de agricultura, não?).

E por isso, marcas ganham vida e logotipos passam a fazer parte da vida dos consumidores.

A empresa de cerveja Bass Brewery foi a primeira marca a registrar um logo, com o registro no ano de 1876, mesmo ano do surgimento da Trade Marks Registration Act.

O logo da Bass não é importante somente por ter sido o primeiro logo registrado, mas por seu aspecto revolucionário.

Em uma época onde os logos eram complexos e cheios de detalhes, o logo da marca de cervejas colocou apenas um triângulo vermelho, um símbolo simples e minimalista que se diferenciou de qualquer outra marca durante décadas.

5- Atualidade

Dando um salto para a atualidade, hoje os logotipos possuem um papel mais profundo em nossa sociedade.

Se há tempos falávamos sobre empresas que estabelecem uma identidade visual para se diferenciar da concorrência, hoje a preocupação se complexifica.

Hoje as marcas são carregadas pelos consumidores, pertencendo mais a eles do que à própria empresa.

Existem casos de pessoas que tatuam na pele uma marca ao qual se identificam, e trazem para si todos os atributos relacionados à ela.

E por conta disso, os pontos de contato se tornam imprevisíveis e as marcas comunicam diretamente com o aspecto emocional.

Isso sem falar sobre a forte mudança no “cânone” de construção de logotipos, que seguindo a linha da Bass Brewery, se mantém simples e minimalistas.

Algumas marcas expressam bem essa ideia, como nike, apple, adidas e microsoft.

Conclusão

Eu tenho certeza que você tem uma marca favorita, seja pelo posicionamento da empresa, seus produtos e serviços, ou pela sua identidade visual.

As minhas principais referências para esse artigo foi o livro Marcas: Design estratégico, da Cecília Consolo e a série de vídeos da Domestika lá no YouTube.

Espero que esse artigo tenha te instigado a estudar mais sobre assunto, esse texto foi apenas um pedaço de gelo na ponta do iceberg da história dos logotipos.

Éricles Batista

Escrito por Éricles Batista

Designer de marcas e empreendedor digital apaixonado por Matemática, música, processos e cozinha. 90% dedicado e 40% chato segundo sua namorada.

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