herois-ou-viloes

Ao ouvirem a palavra template, muitos designers imediatamente torcem o nariz, dizendo ser coisa de “sobrinho”. Se voltarmos alguns anos na história do web design, realmente os templates disponíveis eram abomináveis.

Porém, o que vemos hoje é uma grande variedade de sites que comercializam templates com design limpo, bonito e otimizado, desenvolvido por empresas e profissionais capacitados e especializados.

Ainda há uma grande polêmica envolvendo este assunto. De um lado, a turma dos que defendem a ideia de que o desenvolvimento web deve ser sempre personalizado e que soluções prontas acabam “prostituindo” a profissão.

Do outro, a turma que alega que o uso de template no desenvolvimento de sites é uma forma de otimizar o tempo do desenvolvedor e alcançar clientes com poder aquisitivo menor.

Nesta guerra, de que lado você está?

O uso de templates e a ética profissional

Independente de que lado esteja, provavelmente irá concordar que o uso indevido de templates é anti-ético. “Uso indevido” envolve pelo menos dois fatores:

1) Baixar ilegalmente templates que deveriam ser pagos.

2) Ludibriar o cliente fazendo-o pensar que o template (mesmo um que foi comprado legalmente) é uma criação sua, feita especialmente para ele.

Pior ainda é quando as duas situações acima se unem, transformando o “profissional” em um verdadeiro mestre da pirataria e da enganação.

Quando o uso de templates é aceitável?

Se você respondeu “nunca” à pergunta acima, sugiro que pare de ler por aqui, pois o que segue pode magoar seu frágil coraçãozinho.

Há sim um limite aceitável no uso de templates. São pelo menos dois:

1) Quando seu uso é de total conhecimento do cliente.

2) Quando um template é usado somente como base estrutural para o trabalho, sendo que o resultado final adquire as características do projeto pré-definido.

No primeiro caso, existe a seguinte situação: o desenvolvedor explica claramente ao cliente que seu site será um template, algo que já está pronto e será somente adaptado às suas necessidades.

Por questões óbvias, não me aprofundarei em questões de valores, mas seria justo que o valor final de um trabalho deste tipo seja menor do que o valor cobrado por alguém que desenvolveria um site “do zero”.

Esta é uma solução para pequenos empresários que não podem arcar com os custos de um desenvolvimento personalizado. É claro que o uso de um template tem suas desvantagens (seria interessante que o cliente esteja ciente disso), mas muitos não vêem grandes problemas nisso.

No segundo caso, há o seguinte cenário: para ganhar tempo, o desenvolvedor adquire um template cujas funcionalidades são exatamente aquilo que ele procurava para seu projeto.

Talvez o template conte com sliders, agenda de compromisso, integração com redes sociais e outras coisas que o desenvolvedor perderia um precioso tempo desenvolvendo.

Após aproveitar sua estrutura e suas funcionalidades, ele continua o desenvolvimento se baseando no projeto pré-definido que tinha acertado com seu cliente.

O resultado final apenas herdou algumas características do template, mas o desenvolvedor tem seu mérito pela criação.

Por que tanta polêmica?

O motivo de tanta discussão acerca deste assunto se deve ao mau uso que alguns fazem de templates, como citado.

Por serem relativamente fáceis de ser encontrados, os templates têm se tornado alvo de muitos curiosos que cobram valores que competem com profissionais que desenvolvem soluções personalizadas.

Nessa guerra, muitos acabam “roubando” clientes de profissionais e agências sérias, fazendo com que o ódio seja generalizado.

Onde encontrar templates profissionais?

Os templates evoluíram, e atualmente podemos encontrá-los com vários tipos de funcionalidades e características.

O Theme Forest é uma empresa que vende templates em HTML, temas de WordPress e temas de várias plataformas de E-commerce por valores acessíveis.

Todo mês eles disponibilizam um template para download gratuito. Para o mês de julho, o template disponível é o Like!, um tema responsivo desenvolvido em HTML5 e CSS3.

E você, o que acha? Templates são heróis ou vilões?

Guilherme Dantas