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Relações públicas e design gráfico, o casamento perfeito

Bom, pra quem não sabe, eu sou relações-públicas e estou trabalhando no meu TCC. Foi em meio a muitas pesquisas e estudos que eu percebi que é quase impossível trabalhar RP sem ter pelo menos uma noção sobre design.

Dentro de RP nós temos uma metodologia, desenvolvida pelo professor Manoel Marcondes Neto, que fala sobre os 4R’s das Relações Públicas: reconhecimento, relevância, relacionamento e reputação.

Foi aqui que a magia começou a acontecer! Dentro do “R de reconhecimento” a principal ferramenta trabalhada é a identidade corporativa, a qual engloba, como vocês provavelmente já sabem, identidade visual.

A identidade visual é, sem dúvidas, a principal lembrança que o público têm da marca. Afinal, quando eu te falo sobre a Coca-Cola, você se lembra do rótulo, da cor e do logo, antes mesmo de lembrar do produto.

É isto que acontece também quando falamos sobre a Apple: primeiro você se lembra do símbolo (a maçã), depois dos produtos e todo o status envolvido.

Repare, quando você entra em um lugar que não tem os padrões visuais bem definidos ou que a comunicação interna não segue um critério, a impressão é que aquele lugar está em desordem, seja administrativa ou de falha de comunicação. E não é isso que o RP quer. O relações-públicas quer que os stakeholders tenham a melhor imagem possível da empresa e trabalha duro para blindá-la.

Ter a identidade visual bem definida é crucial para o sucesso do trabalho de RP, pois, apesar de estar sob o guarda-chuva do R de reconhecimento, ela interfere, também, a reputação, o relacionamento e, claro, a relevância da marca com seus públicos.

Eu sempre fui a favor de os profissionais serem multidisciplinares e, de os RPs, especificamente, saberem “alguma coisinha” sobre criação e processos criativos, que, na maioria dos casos, é trabalho dos designers. Faz sentido, não é?

Sabendo disso, há todos os motivos para darmos força entre o casamento entre Relações Públicas e Design.

Imagem de capa via Shutterstock

Escrito por Pamela Afonso

Relações-públicas, mineira e membro da feliz geração nascida no início da década de 90. Divide-se em várias paixões: escrever, estar com a família e amigos e passar (muitas) horas assistindo a filmes e séries.

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