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5 dicas ao lidar com clientes de design

Prospectar, atender bem e fidelizar um cliente não é uma tarefa simples. É preciso muito empenho, dedicação e principalmente capacidade de enxergar adiante para evitar problemas.

Quer lidar melhor com seus clientes de design? Então confira abaixo 5 dicas práticas que poderão ser muito valiosas nos tratos com eles.

Vamos lá:

Pergunte, pergunte e pergunte

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A primeira reunião com seu cliente tem um objetivo claro: procurar absorver o máximo de informações possíveis dele e de seu negócio. Portanto, deixe-o à vontade para falar tudo.

Quando ele estiver falando, não o interrompa, nem tenha pressa de terminar a reunião. E o mais importante: faça todas as perguntas possíveis.

Dica de post: 5 perguntas imprescindíveis para um bom briefing

Isso será de grande ajuda para que ambos os lados não tenham dúvidas quanto ao projeto.

A maioria dos projetos vão por água abaixo quando falta comunicação clara entre o cliente e o fornecedor de serviços.

Nunca baixe seus padrões

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Vez ou outra você atenderá clientes que querem (e exigirão) os melhores resultados, mas relutam em pagar um preço justo por isso.

Lembre-se sempre que qualquer serviço que você quiser contratar (ou qualquer produto que quiser adquirir) terá uma “etiqueta de preço” bem clara nele. Por que seria diferente com seus serviços?

Se um cliente não está disposto a pagar um preço relativo ao seu nível de especialização e experiência, talvez seja melhor não ir adiante com ele.

Acredite: muitas vezes é mais importante manter seus padrões e esperar o cliente certo em vez de aceitar tudo que vier em seu caminho.

Não seja um “designer político” 

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Muitas vezes, no calor da primeira reunião, muitos designers não definem seus limites e acabam prometendo coisas que, lá no fundo, sabem que não conseguirão cumprir a tempo. É como o político que promete, promete e promete… simplesmente para ganhar votos.

O resultado? Se você decidir cumprir sua palavra, ficará no prejuízo, pois precisará trabalhar muitas horas a mais do que o combinado. Se decidir quebrar sua promessa, meus parabéns: você acabou de adquirir, para a coleção, mais um cliente insatisfeito.

Por isso, é melhor preparar um caminho sólido e definir suas metas, seus objetivos e principalmente seus limites logo no início do projeto. Além disso, mantenha seu cliente sempre atualizado sobre o andamento do projeto.

Divida o projeto em módulos

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Nem todo cliente entende a complexidade e a quantidade de trabalho que você gasta em um projeto. A preocupação principal é com o resultado final.

Para obter uma participação ativa do cliente, divida o projeto em pequenos e independentes módulos principais. Depois, divida cada tarefa secundária em submódulos, para sua organização.

Assim que terminar um módulo, avise seu cliente e peça seu feedback. Após mostrar satisfação com o módulo, siga em frente com o outro. Desta maneira, você será capaz de manter as coisas em ordem.

É claro que essa técnica varia de acordo com a dimensão do seu projeto. Mas em geral, é possível fazer isso sem grandes complicações.

Exija um pagamento antecipado

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Faça disso uma regra de ouro. Não importa se o cliente é seu sogro ou o seu melhor amigo. Nunca,  jamais, entregue o seu trabalho antes de receber pelo menos uma parte do pagamento.

Por mais que o cliente pareça (ou até mesmo seja) honesto, peça uma quantia para começar a trabalhar (a famosa entrada ou sinal) ou pelo menos até um ponto do projeto (uma quantia específica após a entrega do primeiro “módulo”, por exemplo).

Dessa forma você mostrará profissionalismo e não correrá o risco de trabalhar em vão.

É claro que para toda regra existem exceções. Mas essas são dicas que poderão servir de grande ajuda em sua vida profissional.

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Imagens do post via Shutterstock

Escrito por Guilherme Dantas

Fundador do Designerd, empreendedor digital, apaixonado por design, marketing digital, carros, cinema, astronomia e física quântica. Arranhador profissional de violão nas horas vagas.

6 Comentários

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  1. #3 >> Tenha um objetivo claro.
    Muitos designers não define seus limites e objetivos no início do projeto. O resultado? Um cliente gritando: “Isto não é o que eu queria!”.

    Muito bom, mas cuidado com os erros de concordância!!!

  2. Otima as dicas, principalmente no que se refere ao adiantamento, já levei muito calote depois de passar dias desenvolvendo um projeto e quando apresentado ao cliente receber um NÃO, e muito obrigado e algum tempo depois ver meu trabalho circulando, o cliente levou a arte e fechou com outra gráfica. Uma dica para quem trabalha na aréa, hoje trabalho com boleto bancario de pessoa fisica, pelo banco, quando fecho um trabalho, o cliente recebe um pedido de layout para assinar contendo as informações e 2 dias depois um boleto bancario com 30% do valor a ser cobrado. Quando o cliente desenbolsa dinheiro pensa duas vezes antes de desistir do trabalho. Vale a pena colocar na aprovação de layout, o limite de alterações de arte, no meu caso são 3. Isso ajuda é muito pois muitas vezes o trabalho começa com azul bolinha e termina com verde bandeira.

  3. O orçamento não é cobrado por aqui e não faço nenhuma arte para apresentar junto ao orçamento. Caso o cliente queira o serviço aí sim eu cobro uma entrada, depois disso faço a arte.
    Meu procedimento é correto?

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