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Semiótica no Design: um guia rápido

O que é semiótica e como podemos utilizar seus conceitos no design? Confira nesse artigo!

Semiótica no Design: um guia rápido

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neste artigo

Neste artigo eu quero conversar com você sobre uma disciplina extremamente importante e, até diria, fundamental para qualquer profissional de comunicação.

Eu considero o assunto bem complexo, mas busquei trazer vários exemplos práticos e uma linguagem mais simplificada.

O que é semiótica

Semiótica é a filosofia científica da linguagem, também conhecida como Teoria Geral dos Signos.

Mas calma lá, esses signos não são do zodíaco, pois, segundo Décio Pignatari, o signo (na Semiótica) é “uma coisa que representa outra”.

Parece meio confuso, não? Mas acredito que nas próximas linhas tudo ficará mais simples.

Elaborada por Charles Sanders Pierce há mais ou menos um século, a semiótica tem muita força nas disciplinas de comunicação, como Publicidade, Jornalismo, Cinema e Design.

E para um comunicador, é essencial ter consciência sobre o processo de criação de sentido, pois amplifica e seleciona as possibilidades de passar uma mensagem claramente.

"Uma coisa que representa outra"

Nós humanos estamos sempre criando relações entre as coisas ao nosso redor, essa é a nossa forma de registrar a existência dessas coisas na memória.

Por exemplo, “cachorro” recebe um nome e uma imagem em sua memória (caso já tenha visto um) que referenciam à coisa real.

Mas além da palavra e imagem, existem outras formas que o cérebro compreende a coisa “cachorro”.

Mediando o significado

Existem três formas nas quais um signo media um significado:

  • Ícone
  • Índice
  • Símbolo

Vamos ver um pouco sobre cada um deles na sequência.

Ícone

Possui relação de semelhança com o objeto ou coisa. Um ícone se vale de cor, forma e outros elementos gráficos para criar uma conexão evidente entre imagem e ideia.

Índice

Indica a existência de algo, sem precisar de uma representação similar à coisa.

Utilizando a mesma ideia do cachorro, um índice para este objeto pode ser uma marca de pegada, um latido ou uma coleira, por exemplo.

Símbolo

Essa forma que um signo media significado é abstrata, pois símbolos são produzidos através de convenções.

O exemplo mais simples de símbolo é o próprio alfabeto, que por convenção, representa os sons da língua.

Um porém

Como a linha para caracterização de um símbolo é muito tênue, entende-se que existem representações que permeiam ícones e símbolos, como por exemplo os desenhos das placas que distinguem o banheiro masculino do feminino.

Outro exemplo que deixa mais simples é o ícone “salvar”, que possui similaridade com um disquete (que fazia sentido com o método de salvamento na época), mas o seu uso permaneceu mesmo após o disquete ter se tornado ultrapassado, tornando-se um símbolo.

Importância da semiótica no Design

Imagine um jogo de mímica, que para comunicar com sua dupla, você precisa utilizar de diversos signos para recobrar à memória um objeto específico.

Qualquer tática que não tenha som é válida, então, você faz representações que permeia o universo da palavra sorteada.

Isso te lembra alguma coisa? Talvez eu tenha abstraído demais, mas a lógica se assemelha à criação de símbolos para marcas.

Você precisa projetar algo que funcione na mente do público, e que recobre um universo específico. Muito bacana, não?

Essa é a importância do estudo da semiótica. Se faz sentido para você, entre de cabeça nesse estudo, porque apesar de complexo, é muito enriquecedor para várias áreas da vida.

No final deste artigo, deixarei alguns livros que vão te ajudar a absorver melhor o assunto.

Semiose: além do signo

Existe um processo dentro da Semiótica que muitos criativos aplicam mas talvez não conheçam pelo nome.

A semiose é uma ação do signo, uma conexão formal entre processos semióticos que produzem significados e novos signos.

Também é conhecido como processo de revelação, pois na semiose, geramos novos signos que possuem uma relação recíproca com o interpretante, que neste caso, é o produto do universo do intérprete acerca do signo.

“Éricles, mas como isso se encaixa ao meu trabalho de Design de marcas?”

Cada vez que você determina um conceito no qual o símbolo será criado, aquele conceito dá origem a conceitos complementares, que precisam compartilhar uma relação com o conceito base.

Em outras palavras, ideias que geram outras ideias utilizando a Semiótica para formalizar os “movimentos” de produção de sentido.

Como utilizar

Em seus mapas mentais, você pode tornar o exercício mais lúdico com representações gráfica das suas ideias e conexões.

E para essas representações, utilize as três mediações de significado que falei antes: ícone, índice e símbolo.

Utilizar essa técnica te ajudará com insights coerentes à ideia principal, facilitando seu processo criativo e diminuindo a ansiedade que um projeto de Design naturalmente gera.

Conclusão

Espero que tenha curtido essa tema, e se ficou alguma dúvida deixe na área dos comentários logo abaixo.

E como prometido, vou deixar as principais leituras para você que tem interesse em se aprofundar no tema:

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